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sobre o protocolo PediaSuit. Como é, no que consiste, o conceito trabalhado, aspectos funcionais e bases Neurofisiológicas.

COMO É, NO QUE CONSISTE E QUAL O CONCEITO TRABALHADO.

- COMO, QUANDO E QUEM FOI SEU CRIADOR, ALÉM DOS ASPECTOS FUNCIONAIS E BASES     NEUROFISIOLÓGICAS.

O PediaSuit é uma vestimenta ortopédica macia e dinâmica que consiste em chapéu, colete calção, joelheiras e calçados adaptados que são interligados por bandas elásticas. O conceito básico do PediaSuit é o de criar uma unidade de suporte para alinhar o corpo o mais próximo do funcional possível, restabelecendo o correto alinhamento postural e a descarga de peso que são fundamentais na modulação do tônus muscular da função sensorial e vestibular.  As bandas elásticas são ajustáveis, o que significa que se pode aplicar axialmente no corpo uma descarga de 15 a 40 kg. 

O PediaSuit é o tipo mais moderno de macacão terapêutico ortopédico disponível atualmente. O PediaSuit foi criado em 2006 por Leonardo de Oliveira, cofundador da Therapies4kids.

- ASPECTOS FUNCIONAIS DO PEDIASUIT

Após a história de sucesso de Lucas, Leonardo de Oliveira e um grupo de terapeutas desenvolveram o PediaSuit com base no "Penguim Suit" da Russia, mas com adaptações e melhorias consideradas necessárias como:

    1. Saída emergência do short;
    2. Material mais poroso e de melhor transpiração;
    3. Gola mais anatômica;
    4. Tela perfurada

Essas mudanças foram feitas por um grupo de colaboradores profissionais da área da saúde baseados nos EUA: Luana Pedrozo, MSPT (halandale Beach, FL); Braz Paiva, PT (Oakland  Park, FL); Justin Thomas, Fisiologista e EMT (Fort Lauderdale, FL).

O grupo percebeu que o material para a confecção do macacão terapêutico ortopédico precisava ser mais leve, transpirável e também, precisava ser de fácil aplicação e remoção, além de confortável. O grupo de profissionais, somado aos colaboradores da área de saúde, discute com frequência o que pode ser feito para melhorar ainda mais o macacão terapêutico ortopédico, tornando o PediaSuit uma terapia em constante evolução. A ideia era a de fazer um macacão terapêutico ortopédico de fácil acesso, que pudesse ser ensinado aos terapeutas de todo o mundo e também para os pais de pacientes de outros países, onde não existem clínicas do PediaSuit.

A integração sensorial foi também uma preocupação para os designers. Com base nas experiências diárias e descobertas da Professora Temple Grandin (Texas), doutora em Ciência Animal e inventora da máquina do abraço, o grupo decidiu projetar exercícios para pacientes autistas. O grupo levou em consideração as propriedades da máquina do abraço e tornou o PediaSuit uma máquina do abraço dinâmica com a qual o paciente pode caminhar e fazer tarefas ocupacionais com conforto e input sensoriais necessários. Até hoje, muitos pacientes com necessidades especiais tem se beneficiado do uso do PediaSuit. As histórias de sucesso são muitas e estas não envolvem somente uma melhora em seu quadro motor, mas uma melhoria em sua qualidade de vida em geral.

Com relação a sua confecção, o PediaSuit é fabricado nos EUA com várias peças vindas da Índia, Indonésia e Malásia. O PediaSuit é feito de um tecido macio, transpirável, com almofadas para tornar a sua utilização, a longo prazo, mais confortável para seus pacientes. Seu calção também tem botões na parte inferior para fazer a troca de fraldas, se necessária, mais fácil para os responsáveis sem a necessidade de retirar todo o macacão terapêutico, ganhando tempo precioso de terapia.

O exoesqueleto produzido pelo macacão terapêutico ortopédico aumenta significativamente os efeitos na habilidade do paciente em executar novos planos motores. O macacão terapêutico, combinado com a repetição dos exercícios, tem a habilidade de fornecer plasticidade cerebral para a apreensão de novos padrões de movimentos, fazendo com que os pacientes aprendam estes novos padrões e ganhem força muscular ao mesmo tempo. Isso associado ao treinamento de forca muscular, torna o PediaSuit ideal para o tratamento de muitos distúrbios neurológicos, especialmente paralisia cerebral.

 

- BASE NEUROFISIOLÓGICA

A teoria por trás da terapia com o macacão terapêutico (Órtese Proprioceptiva) é a de que uma vez que o corpo esteja em alinhamento, com o suporte e a pressão exercidos em todas as articulações, a terapia intensiva vai reeducar o cérebro para reconhecer padrões de movimentos funcionais e a atividade muscular. O fato de que os resultados obtidos com o tratamento com este tipo de terapia são mantidos após o ciclo de tratamento é, também de grande importância. Todas as fases e componentes do protocolo PediaSuit tem sua fundamentação científica descrita há muitos anos. O protocolo agregou tratamentos de uma única sessão com a otimização do equipamento e da Órtese Proprioceptiva para a formação da Terapia Intensiva.

O sistema vestibular é um sistema fundamental que afeta nossa capacidade de movimento e equilíbrio. Nosso corpo tem muitos órgãos sensoriais que enviam informações ao cérebro sobre o que o nosso corpo está vivenciando, onde estamos no espaço, e se nosso corpo está seguindo o comando do cérebro. Os receptores sensitivos e proprioceptivos que temos em todas as nossas articulações são os principais intervenientes nesta comunicação. Com o uso do macacão terapêutico ortopédico essa comunicação é facilitada, uma vez que a ação do mesmo causa a compreensão de todas as grandes articulações.

O macacão terapêutico ortopédico auxilia na plasticidade do sistema nervoso central, permitindo que o paciente adeque complexos padrões de movimentos patológicos e que execute e repita padrões de movimentos previamente desconhecidos.

O princípio de ação da terapia com o uso da Órtese Proprioceptiva é o de focar na correção da postura do paciente e no padrão funcional de movimento. Isto pode ser atingido dando o suporte que o paciente necessita através de ajustes realizados no macacão. Em consequência, um poderoso fluxo de impulsos aferentes influencia no centro motor do cérebro a fim de reestabelecer as suas funções danificadas. Como efeito, as sinergias patológicas estabelecidas são desencorajadas e novas sequências de funcionalidade são criadas.